Monday, June 20, 2011
Não quero a eficiência do detergente, mas as borbulhas de cores.
Não quero pisos brilhantes. Quero uma pele resplandecente.
Não quero porcelanas e marfins. Quero carícias suaves.
Não quero os luxos orientais. Quero as mil e uma noites.
Não quero quadros valiosos. Quero retratos em minha alma.
Não quero cozinhas sofisticadas. Quero poros temperados.
Não quero um dormitório Luís XV. Quero um autêntico leito matrimonial.
Não quero móveis de categoria. Quero a criatividade e a sabedoria.
Não quero as plantas artificiais. Quero as flores a cada dia.
Não quero lençóis bordados. Eu os quero ornados apaixonadamente.
Não quero os chinelos ao pé da minha cama. Quero os pés descalços na alvorada.
Não quero vestidos para andar dentro de casa. Quero a segurança do nu.
Não quero bobies ao me deitar, mas sim sonhos cacheados.
Não quero cremes rejuvenescedores, mas rugas de emoção.
Não quero sexo por compromisso. Quero motivações sensuais.
Não quero varizes. Quero artérias aceleradas.
Não quero beijos frios. Quero lábios excitantes.
Não quero baixelas de prata, mas sim cumbuquinhas.
Não quero tapetes maravilhosos, mas cenas de por-de-sol.
Não quero cortinas isoladoras. Quero a transparência em minhas janelas.
Não quero pássaros enjaulados. Quero filhos em liberdade.
Não quero a fidelidade de um cão. Quero a intuição de um Homem.
Não quero jóias valiosas. Quero alianças indestrutíveis.
Não quero estar sempre em público. Quero sim, a intimidade de um banho.
Não quero religiões místicas, mas o poder adorar.
Não quero saltos altos. Quero elevar-me.
Não quero máscaras nas paredes. Quero os meus diferentes personagens.
Não quero palavras ocultas. Quero diálogos refrescantes
Não quero ser "senhora", e sim "senhora de".
"Senhora de mim mesma".
Thursday, June 02, 2011
Tuesday, May 31, 2011
Você é tão hipnotizante
Você poderia ser o diabo, poderia ser um anjo
Seu toque é magnetizante
Parece que estou flutuando, deixe meu corpo irradiar
Eles dizem para eu ter medo
Você não é como os outros
Você é de um outro mundo
Uma outra dimensão
Você abre meus olhos
E estou pronta pra ir,
guie-me para dentro da luz
Beije-me, beije-me
Contagie-me com o seu amor e me preencha
Você poderia ser o diabo, poderia ser um anjo
Seu toque é magnetizante
Parece que estou flutuando, deixe meu corpo irradiar
Eles dizem para eu ter medo
Você não é como os outros
Você é de um outro mundo
Uma outra dimensão
Você abre meus olhos
E estou pronta pra ir,
guie-me para dentro da luz
Beije-me, beije-me
Contagie-me com o seu amor e me preencha
Thursday, May 26, 2011
Porque a mulher que está esperando o homem recebe sempre a visita do Diabo, e conversa com ele. Pode não concordar com o que ele diz, mas conversa com ele.
(Rubem Braga - 1957)
Wednesday, May 25, 2011
Tuesday, May 24, 2011
Friday, May 20, 2011
Wednesday, May 18, 2011
Thursday, May 12, 2011
Saturday, April 30, 2011
At night when the stars
light up my room
I sit by myself
Talking to the Moon
Try to get to You
In hopes you're on
the other side
Talking to me too
Or am I a fool
who sits alone
Talking to the moon
À noite quando as estrelas iluminam meu quarto
Eu sento sozinho
Falando com a Lua
Tento chegar até você
Na esperança de que você esteja do outro lado
Falando comigo também
Oh será que sou um tolo aqui sozinho
Conversando com a lua
Você já me ouviu chamando?
Monday, April 25, 2011
Tatuagem
Que é pra te dar coragem pra seguir viagem
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina, salta e te ilumina quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas mas no fundo gostas quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marca a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Sunday, April 24, 2011
Wednesday, April 20, 2011
Se desconheces ainda
As modas do obsessor,
Fica sabendo: ele sempre
Está nas trilhas do amor.
Por onde não há perdão,
Vem por aquele que agrida,
Depois faz casos e dramas
pela pessoa ofendida.
No afeto sem tolerância,
Expressa temperamento
De quem cultiva melindres
A fel de ressentimento.
Na estima exigente e cega
Estende sombras fatais,
Criando rixas e golpes
No apego, quando é demais.
Nos laços da intransigência,
Exprime-se na paixão,
Plasmando ódio e delito,
Demanda e separação.
Obsessor? Observa.
Ele irrita, induz e invade,
Pelo amor que inda não chega
A ser amor de verdade.
Monday, April 11, 2011
Friday, April 08, 2011
É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de hacerla feliz
Wednesday, April 06, 2011
Tuesday, April 05, 2011
Sunday, April 03, 2011
Sei que vai ficar nos meus
A marca desse olhar
Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim
Eu sei guardar a minha dor
Apesar de tanto amor vai ser
Melhor assim
Não aprendi dizer adeus mas
Tenho que aceitar que amores
Vem e vão são aves de Verão
Se tens que me deixar que seja
Então feliz
Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir sem lágrimas
No olhar, se adeus me machucar
O inverno vai passar, e apaga a cicatriz.
Tuesday, March 22, 2011
Fwd:
com tua soberana compaixão,
Sem tua honra, todos se corrompem.
Ora vamos, não fujas!
Teu Sol é hoje guardião,
não somos mais que a sombra de teu rastro;
sem tua graça, andamos solitários.
Ora, vamos, não fujas!
Tu foges em todas as direções,
não tentes escapar de nosso círculo.
Ó Lua
Tuesday, March 15, 2011
Nada é mais incômodo para a arrogância humana que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias de amor. Só as saudáveis.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é esperto. O gato é zen. O gato é Tao. Conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem o ama, mas só depois de muito se certificar. Não pede amor, mas se lhe dá, então o exige.Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa a relação sempre precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Vê além, por dentro e avesso. Relaciona-se com a essência.
A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando esboça um gesto de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é muito verdadeiro, impulso que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe; significa um julgamento.O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precisa de promoção ou explicação os assusta. Ingratos os desgostam. Falastrões os entediam. O gato não quer explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda a natureza, aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato.
Monday, March 14, 2011
«O ferro é forte, mas o fogo funde-o.
O fogo é forte, mas a água apaga-o.
A água é forte, mas as nuvens fazem-na cair.
As nuvens são fortes, mas o vento arrasta-as.
O vento é forte, mas o homem controla-o.
O medo é forte, mas o sono fá-lo esquecer.
O sono é forte, mas a morte supera-o.
A morte é fortíssima, mas a bondade sobrevive-lhe.»
Monday, February 21, 2011
Eu devo ir
Não há mais sentido
Nos resta se juntar
Quem sou eu
Já não importa
Nem nunca importou
Que importa é o que te quebra em duas cidades
Que importa é o que te deixa tão transfuso
O que é a dor eu não entendo
Mas sinto apertar de leve o meu peito
Nas madrugadas quando estou a navegar
Faz quarenta dias que eu estou no meu barco a vela
Não me sinto tão sozinho, eu tenho meus amigos
Só aparecem quando eu bebo

















































