Wednesday, April 20, 2011
Se desconheces ainda
As modas do obsessor,
Fica sabendo: ele sempre
Está nas trilhas do amor.
Por onde não há perdão,
Vem por aquele que agrida,
Depois faz casos e dramas
pela pessoa ofendida.
No afeto sem tolerância,
Expressa temperamento
De quem cultiva melindres
A fel de ressentimento.
Na estima exigente e cega
Estende sombras fatais,
Criando rixas e golpes
No apego, quando é demais.
Nos laços da intransigência,
Exprime-se na paixão,
Plasmando ódio e delito,
Demanda e separação.
Obsessor? Observa.
Ele irrita, induz e invade,
Pelo amor que inda não chega
A ser amor de verdade.
Monday, April 11, 2011
Friday, April 08, 2011
É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de hacerla feliz
Wednesday, April 06, 2011
Tuesday, April 05, 2011
Sunday, April 03, 2011
Sei que vai ficar nos meus
A marca desse olhar
Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim
Eu sei guardar a minha dor
Apesar de tanto amor vai ser
Melhor assim
Não aprendi dizer adeus mas
Tenho que aceitar que amores
Vem e vão são aves de Verão
Se tens que me deixar que seja
Então feliz
Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir sem lágrimas
No olhar, se adeus me machucar
O inverno vai passar, e apaga a cicatriz.
Tuesday, March 22, 2011
Fwd:
com tua soberana compaixão,
Sem tua honra, todos se corrompem.
Ora vamos, não fujas!
Teu Sol é hoje guardião,
não somos mais que a sombra de teu rastro;
sem tua graça, andamos solitários.
Ora, vamos, não fujas!
Tu foges em todas as direções,
não tentes escapar de nosso círculo.
Ó Lua
Tuesday, March 15, 2011
Nada é mais incômodo para a arrogância humana que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias de amor. Só as saudáveis.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é esperto. O gato é zen. O gato é Tao. Conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem o ama, mas só depois de muito se certificar. Não pede amor, mas se lhe dá, então o exige.Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa a relação sempre precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Vê além, por dentro e avesso. Relaciona-se com a essência.
A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando esboça um gesto de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é muito verdadeiro, impulso que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe; significa um julgamento.O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precisa de promoção ou explicação os assusta. Ingratos os desgostam. Falastrões os entediam. O gato não quer explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda a natureza, aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato.
Monday, March 14, 2011
«O ferro é forte, mas o fogo funde-o.
O fogo é forte, mas a água apaga-o.
A água é forte, mas as nuvens fazem-na cair.
As nuvens são fortes, mas o vento arrasta-as.
O vento é forte, mas o homem controla-o.
O medo é forte, mas o sono fá-lo esquecer.
O sono é forte, mas a morte supera-o.
A morte é fortíssima, mas a bondade sobrevive-lhe.»
Monday, February 21, 2011
Eu devo ir
Não há mais sentido
Nos resta se juntar
Quem sou eu
Já não importa
Nem nunca importou
Que importa é o que te quebra em duas cidades
Que importa é o que te deixa tão transfuso
O que é a dor eu não entendo
Mas sinto apertar de leve o meu peito
Nas madrugadas quando estou a navegar
Faz quarenta dias que eu estou no meu barco a vela
Não me sinto tão sozinho, eu tenho meus amigos
Só aparecem quando eu bebo



















